Slow Food

Da qualidade da comida para a qualidade de vida

A Slow Food, representada por um pequeno caracol é uma associação internacional fundada peloo jornalista italiano Carlo Petrini (veja transcrição de entrevista com Carlo Petrini e discurso (em italiano) numa iniciativa da Terra Madre. 

“O seu objectivo inicial era apoiar e defender a boa comida e o prazer gastronómico. Com o tempo esta iniciativa tem vindo a ser ampliada para abranger para abranger o conjunto da nossa qualidade de vida e, como consequência, a própria sobrevivência do planeta em que vivemos. O Slow Food acredita que a gastronomia está indissociavelente ligada à política, à agricultura e ao ambiente entre outras coisas.

O “Slow Food” foi o primeiro dos movimentos “Slow” a surgir. Nasce em 1986, em Barolo, Itália, com 62 membros fundadores a criar o Arcigola, o antecessor do Slow Food, e em 1989, em Paris, constituí-se o movimento internacional Slow Food, por oposição ao conceito de Fast Food e ao estilo de vida acelerado. É, portanto, um movimento que valoriza o que é de origem “Local” em oposição ao “Global”, não negando, também, a Globalização que deverá ser pautada pela justiça, pela equidade, pela humanização e pela regulamentação. É, na realidade, um contributo para que seja imposto um modelo de desenvolvimento sustentável onde prevalece o respeito pela biosfera e pela socioesfera, defendendo a sustentabilidade dos recursos da natureza e a defesa dos valores culturais humanos. De acordo com o movimento e orgulhando-se de ir do local para o global existem, oficial e actualmente, mais de 100.000 membros, em 129 países, que constituem 800 Convivia (grupos da organização), além de escolas, hospitais, instituições e autoridades locais, juntamente com 1.600 Comunidades do Alimento, 5.000 produtores de alimentos, 1.000 Chefs e cozinheiros e 400 académicos de 150 países.” (in Publitiris).

A Slow Food organiza eventos nacionais e internacionais como o Dalone del Gusto, a maior feira de comida e vinhos de qualidade do mundo, organizada bienalmente no Centro de Exposições Lingotto em Turim; a Cheese, uma feira bienal organizada na região de Piemonte e a Slowfish, uma exibição anual em Génova dedicada à pesca sustentável. Também em Turim, organiza a cada dois anos o evento Terra Madre, que reúne mais de 5 mil pequenos produtores agrícolas, chefs de gastronomia e pesquisadores de todo o mundo.

Em síntese, As suas principais iniciativas são:

Existem, oficial e actualmente, mais de 100.000 membros, em 129 países, que constituem 800 Convivia (grupos da organização), além de escolas, hospitais, instituições e autoridades locais, juntamente com 1.600 Comunidades do Alimento, 5.000 produtores de alimentos, 1.000 Chefs e cozinheiros e 400 académicos de 150 países.

Os Convívium (nome que designa os grupos e representantes locais da filosofia Slow Food desenvolvendo projectos e actividades diversas); o Terra Madre (projecto que ressalta a interconexão política e económica nos países desenvolvidos e subdesenvolvidos e que apoia activamente as economias locais de pequeno porte para que sejam sustentáveis); as Comunidades do Alimento (apoio a comunidades que produzem vários produtos, até diferentes entre si, mas todos ligados a uma área geográfica delimitada ou a uma etnia indígena, ou então produtos semelhantes mas que são de territórios diferentes); a Fundação para a Biodiversidade (apoia projectos que defendem espécies animais, vegetais e tradições alimentares, financia o projecto fortalezas, principalmente em países em desenvolvimento, onde o que está em jogo é a própria sobrevivência das pessoas, comunidades e culturas) a Universidade de Ciencias Gastronómicas (primeira instituição académica dedicada ao estudo da gastronomia); a Arca do Gosto (catalóga alimentos em vias de extinção), as Fortalezas (pequenos projectos de ajuda directa e local ao produtor em qualquer ponto do globo); a Editora Slow Food (livros, revistas, merchandizing para partilhar a filosofia) um Prémio Internacional e diversos Eventos (de carácter lúdico, pedagógico, social e ambiental, desde jantares no bairro a feiras internacionais)

 

“Ao treinar os nossos sentidos para compreender e apreciar o prazer que o alimento proporciona, também abrimos os nossos olhos para o mundo.” in Manual slow food.

Em suma: Que tipo de alimento é slow?: ALIMENTO BOM, LIMPO E JUSTO.

 

BOM 

Significa saboroso e apetitoso, fresco, capaz de estimular e satisfazer os sentidos, capaz de juntar as pessoas e trazer bons momentos passados em companhia ou mesmo sózinho, bons momentos passados na sua produção, confecção ou degustação

LIMPO

Significa produzido sem exigir demais dos recursos da terra,dos seus ecossistemas e meio-ambiente e sem prejudicar a saúde humana

JUSTO

significa respeitar a justiça social, o que significa pagamento e condições justas para todos os envolvidos no processo, desde a produção até a comercialização e consumo.