Slow Tourism / Travel

 

SLOW, um novo conceito de Turismo

 

O Slow Tourism contraria o estilo de turismo que se afirmou no século passado, ou seja, os charters turísticos, os all-inclusive, as excursões programadas e planeadas, os horários impostos, etc.

 “O conceito de “Slow Travel” é uma tendência crescente. A segunda metade do século XX pode ser definida como o período de afirmação do turismo, mas também a etapa em que se iniciou o processo de massificação dos destinos e a perda de originalidade dos territórios. A construção desenfreada, as cargas turísticas excessivas, a sobrecarga dos recursos naturais e culturais, tudo foi possível em nome de um desenvolvimento rápido e de uma avidez de consumo. Como resultado, deparamo-nos hoje com territórios descaracterizados, onde a cultura local desapareceu, ou foi profundamente alterada, espaços onde as populações locais viram defraudadas as suas expectativas e, em vez do suposto desenvolvimento estruturante, os destinos viram todas as suas oportunidades de sustentabilidade comprometidas. O turismo massificado é impessoal, onde o turista é um número e não vivencia o destino mas sim um “faz de conta” folclorizado.

 

O século XXI está associado à afirmação de um novo conceito de desenvolvimento, o sustentável, associado a um desenvolvimento capaz de responder às necessidades do presente sem o comprometimento da satisfação das necessidades das gerações futuras.” (In Publitiris).

O “Slow Travel” pode ser definido  como a oportunidade do visitante em se tornar parte integrante do destino, contactando com a população e com o território, num ritmo adequado à apreensão da cultura local. Este movimento silencioso contraria o estilo de turismo que se afirmou no século passado, ou seja, os charters turísticos, os all-inclusive, as excursões programadas e planeadas, os horários, etc. O “Slow Travel” valoriza a estada prolongada, com tempo suficiente para ir mais além do que o “must see”. Contactar com espaços locais, de pequena dimensão, com os produtores, com os mercados, com as populações, visitar aquela pequena igreja ou restaurante que não constam dos guias, ou seja, explorar, descobrir, usufruir, são os princípios do “Slow Travel”. O “Slow Travel” é uma “forma de estar” que surge como um contra-ciclo ao que é estipulado pelos grandes operadores turísticos.

 

Tornar-se parte do local que se visita, apreciar as esplanadas, conversar com quem ali vive, procurar entender as pessoas, os modos de viver, os espaços. Escolher os locais com que mais nos identificamos e passar lá horas. Conhecer a pé, de bicicleta, de comboio. Participar nas actividades locais, contribuir para o seu desenvolvimento.

O “Slow Travel” não está vocacionado unicamente para os espaços rurais, apesar destes possuírem especificidades para a sua prática. Os espaços urbanos podem e devem ser alvo da interpretação segundo os padrões do “Slow Travel”, potenciando a sustentabilidade, as economias locais e uma verdadeira nova experiência ao visitante. E de acordo com o Global Trends Report, publicado no World Travel Market de 2008, este será um movimento que se afirmará nos próximos anos. A actual conjuntura económica e o debate sobre as alterações climáticas vêm reforçar o potencial de crescimento deste mercado, sugerindo aos destinos a aposta de produtos que os valorizem. Uma vez que se assume como um movimento alternativo aos padrões turísticos actuais, o “Slow Travel” não é uma moda, mas sim um estilo de vida baseado nos novos padrões comportamentais assumidos por uma sociedade responsável. In Publitiris